A maioria PS na Assembleia Municipal de Monchique reprovou esta noite a proposta de nova estrutura orgânica apresentada pelo Presidente da Câmara.
O Partido Socialista determinou a rejeição do documento que, a par da proposta de primeira revisão das Grandes Opções do Plano e do Orçamento, motivara o pedido do Presidente da Câmara para a convocação de sessão extraordinária da Assembleia Municipal.
O voto do Partido Socialista foi exercido num quadro de fortes críticas à postura do senhor Presidente da Câmara marcada pela arrogância, descuido e desnorte, em prejuízo do Município e dos munícipes.
Desde 27 de Dezembro de 2010, data em que a Assembleia Municipal determinou o modelo de estrutura organizacional e fixou os limites da mesma, o senhor Presidente da Câmara tem criado várias estruturas e modelos orgânicos, numa atitude irresponsável e atípica.
Actualmente, há um desnorte e uma total desorientação imprimida no Município, sendo que, insólita e incredulamente, existem várias e distintas estruturas organizacionais em vigor – a que remonta a 2003 e ainda não foi revogada; a que está inscrita nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011 aprovados em 27-Dezembro; a que está implícita no despacho da vereadora de recursos humanos, assinado em 28 de Dezembro que nomeou três chefes de divisão; a que está tipificada no despacho que ao arrepio da lei, o senhor Presidente da Câmara aprovou o regulamento orgânico – e mais duas na forja (a que acabou por ser rejeitada esta noite pelo órgão deliberativo e a que está descrita nas propostas de revisão às Grandes Opções do Plano e ao Orçamento, que acabaram por não ser discutidas porque em virtude de ainda não estar resolvida a questão relativa à organização dos serviços.
Já em Fevereiro Rui André apresentara à Assembleia Municipal uma proposta de revisão aos instrumentos previsionais e acabara por, numa segunda reunião, após a suspensão da primeira, retirar as propostas por não ter sido efectuada a reorganização dos serviços em cumprimento com o Decreto-Lei n.º 305/2009. Curiosa e incompreensivelmente, aquelas propostas de revisão dos instrumentos previsionais apresentadas em de Fevereiro visavam conciliar e harmonizar as Grandes Opções do Plano e Orçamento com a estrutura definida, porém já traziam uma nova estrutura prevista.
O Partido Socialista lamenta que o senhor Presidente da Câmara tenha tratado de uma forma leviana um assunto de crucial importância para a autarquia local, funcionários e concelho, e que o egocentrismo e a arrogância emergentes de Rui André já evidentes, o levem a reiteradamente, tarde e com manifesto descuido, tratar os assuntos municipais com imprudência e incompetência, numa atitude reprovável e num claro desrespeito pelas instituições, pelos órgãos e, sobretudo, pelos monchiquenses.
Esta noite, o PS justificou o seu voto e voltou a sublinhar a metodologia que deveria ser adoptada para resolver o assunto de uma vez por todas.
A Comissão Política Concelhia.
Ruca Miguel do Peso Produções Fantabulásticas, apresenta "A minha gestão dava um filme". (Aliás, uma série de filmes). Em exibição em Monchique - "A Saga do Senhor das Trapalhadas".
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Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade.
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A estória de um porco que farto de feiras em Março e em Julho, e de ter que dar o corpo ao manifesto, queria gozar umas merecidas férias. Impedido de fazê-lo na Páscoa, por causa dos enchidos, impôs-se, fez greve e ... os presuntos tiveram que ficar adiados para Setembro. Não havia já uma feira em Setembro?!?!
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A estória de um rapazinho que sempre que tinha oportunidade de colher louros e posar para a fotografia, cortava fitas, fazia festas, convocava a imprensa e dizia-se o autor da ideia, o projectista, o empreiteiro, o dono da obra e o mais-que-tudo. Sorrisinhos e gracinhas para deixar passar as mentirinhas e esconder a arrogância, a prepotência e a matreirice.
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A estória do milagre da triplicação de viaturas de um Executivo Camarário, para uso próprio, todos os dias, a caminho da cidade vizinha. Antes era só uma viatura que fazia um trajecto idêntico. Os novos protagonistas sempre o disseram e denunciaram. De facto era pouquíssimo!!!!!
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A estória de uma solução encontrada para eliminar a humidade e o gelo de uma rua de uma Vila. Colocou-se alcatrão às três pancadas em cima de tapete betuminoso. Para contento de gregos e troianos, temos agora orvalho na madrugada e fogo à tarde. Lindo!!!
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A estória da avalanche de erros, lapsos, omissões e ouvidos moucos e muita teimosia na elaboração do Plano e Orçamento (que só durou dois meses) de uma Câmara Municipal.
Tanta trapalhada faz-nos lembrar aquele boneco da Disney....
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A estória da cobrança ilegal de taxas municipais por se basearem em normas e tabelas revogadas e não terem sido aprovados novos regulamentos. O filme leva-nos à floresta de Sherwood de Robin Hood e do Príncipe João que também cobrava taxas abusivamente.
Monchiquenses,
As últimas eleições autárquicas realizadas em Outubro de 2009 ditaram o fim de um ciclo e o princípio de outro. Apesar de tal ter ocorrido por poucos votos, os monchiquenses manifestaram a vontade de ver outro partido e outros protagonistas na gestão do concelho.
O Partido Socialista assumiu a derrota eleitoral, porém não se demitiu da importante responsabilidade conferida a todos os seus autarcas eleitos, que também mereceram votos e que também representam um considerável número de cidadãos que não queriam mudar a governação, não queriam inverter o rumo, não queriam parar a dinâmica.
Foi nesse propósito que assumimos o nosso lugar, conscientes da responsabilidade – acrescida pelo conhecimento natural de uma experiência acumulada de quase três décadas – e da determinação, que caracterizam os nossos princípios e os nossos candidatos, que não permitem em momento algum “deixar afundar o barco”.
No sítio próprio – nas reuniões de Câmara e nas sessões da Assembleia Municipal – através dos nossos autarcas, fomos marcando posição, pela positiva, no estrito interesse colectivo e público de obter o melhor para Monchique e para os monchiquenses. Por diversas vezes, manifestámos posição contrária à do senhor Presidente da Câmara, em virtude de os valores e ideais também serem diferentes, mas, muitas, muitas vezes, fomos chamados a corrigir, a impedir os erros continuados, a inverter a ruína, a evitar os maus caminhos e o precipício delineado de forma despreocupada e autista do Dr. Rui André.
Foram várias as situações, de que destacamos algumas apenas:
a) um plano e orçamento feito no último minuto e em cima do joelho, com vários erros, sem responder às necessidades do concelho, contra a lei, com um mapa de pessoal descontextualizado. A modos tais que, dois meses depois, o próprio presidente apresentou uma proposta de revisão, indo ao encontro dos alertas feitos pelos autarcas do PS;
b) a cobrança ilegal de taxas, continuada e não suspensa, fazendo ouvidos moucos e contrariando a lei. A Câmara deveria ter aprovado até 30 de Abril novos regulamentos que estabelecem normas com taxas, sendo que, se tal não ocorresse (como aliás se veio a verificar), todos os regulamentos e taxas em vigor e à luz da legislação antiga ficariam revogados e, por isso, o Município impedido de cobrar taxas;
c) intervenções feitas em prédios de propriedade privada, e de pretensa de proprietários ligados ao PPD/PSD, com notável valorização dos espaços e com os respectivos custos suportados pela Câmara Municipal, revelando um clientelismo sem igual no nosso concelho;
d) o adiamento da feira do presunto, arrastando-a para uma altura em que o número de turistas já diminuiu e colando-a a outros eventos periódicos, eventualmente no intuito de os desvalorizar e abafar;
e) intervenções feitas ao nível da sinalização de trânsito, desrespeitando as normas do Código da Estrada e no uso abusivo de competências que não estão atribuídas ao senhor presidente, nem a qualquer seu colaborador;
f) obras escassas que se reduzem a uma decoração de uma rotunda e a uma incompreensível colocação de alcatrão e brita em cima de um tapete betuminoso, na Rua de São Sebastião, que impede a circulação na mesma; obras escassas e que nos levam a um quadro de INÉRCIA onde só se vêem OPERAÇÕES DE CHARME e de caça ao voto e que nada contribuem para garantir um futuro melhor da nossa terra e das nossas gentes.
Passados que são nove meses (desde o dia 2 de Novembro de 2009), termina aqui o “Estado de Graça”. A CRIANÇA JÁ NASCEU! Está à vista de toda a gente! Houve de facto mudança. Mas não era esta a mudança de que Monchique precisava. Nem é esta a mudança de que Monchique precisa.
Uma coisa é certa: Monchique mudou, mudou e piorou!
A MUDANÇA DE RUI ANDRÉ E DO PSD É UMA MUDANÇA SEM PUJANÇA; É UMA MUDANÇA SEM CONFIANÇA; É UMA MUDANÇA SEM ESPERANÇA!!!
O Partido Socialista (os órgãos da Concelhia de Monchique e os seus autarcas) irão bater-se sempre por Monchique e pelos monchiquenses, honrando todos e cada um dos votos que merecemos nas últimas eleições.
A Comissão Política do PS Monchique | Agosto de 2010
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